terça-feira, 17 de abril de 2007

Quero Ser Miriam Leitão, por Sylvia Ruth

Opa, opa! De volta.

Eu estou me sentindo muito mal, minha distância da internet não me faz bem. Vocês não sabem as coisas incríveis que eu ando perdendo por causa dessa história de universidade. Acho que não é novidade para ninguém que meu maior crime nos últimos anos, é roubar deslavadamente cds inteiros ainda não lançados fisicamente pela internet. Mas, vamos indo, que embora a Janaina discorde, devagar também se chega.


Não preciso repetir o que se diz todo dia por aí

Não é novidade para quem acompanha qualquer noticiário pé-de-chinelo que o Risco País nunca esteve tão baixo, que o dólar quando cai todo mundo se alegra, quando sobe todo mundo também se alegra, afinal, o que importa é o conjunto da obra. E a obra tá que tá bonita. Vocês estão conseguindo captar?

Nesta terça-feira, depois do bom desempenho da semana passada, muita gente aproveitou o dia para vender umas ações e embolsar o lucro acumulado. O que fez o preço de muitas delas cair. Mas essa queda nem foi tão sensível. O dólar, por exemplo, em praticamente nada foi influenciado por isso.


Pode comprar mas não pode mexer

O Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (CADE), por medida cautelar, decidiu que a compra da Ipiranga pelas empresas Petrobras, Braskem e Ultra, pode se reverter. Isso obriga as compradoras a não tomar qualquer decisão que influencie as empresas do Grupo Ipiranga, negociada por nada menos que 4 bilhões de merengues ianques. Caso isso aconteça, multa nelas.

Essa deliberação deve ser confirmada hoje, dia 18.


Hoje tem, hoje tem...

... Reunião do Copom, o Conclave da economia tupiniquim.

Pela ata da reunião passada, devemos ser servidos daquele mesmo arroz com feijão de 0,25% a menos na taxa básica de juros. Aí os jornais apressadinhos incitam a pergunta “porque não acelerar a queda?”. Para não dar de cara com o chão, talvez.

No fim desta quarta ouviremos o “Habemus Selic”.


Outra visão

O Conselho Energético Sul-Americano, carinhosamente chamado de OPEP sul-americana da energia alternativa, encontrou suas linhas conciliatórias no papel. É uma pena que os grandes jornais do país se restrinjam a observar o “lado positivo” da reunião e as insinuações sobre Hugo Chávez gostar ou não do álcool brasileiro; e se esqueçam (ou simplesmente negligencie) uma outra visão. Isso meus amigos estudantes de jornalismo sabem muito bem como funciona. Então, para não deixar de considerar outras pertinentes observações sobre os biocombustíveis, eis um trecho de uma matéria da Agência Brasil de Fato.

"Em encontro paralelo à Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações, organizações pedem investimento em fontes alternativas e criticam a expansão dos agrocombustíveis


Paralelamente à Primeira Cúpula Energética da Comunidade Sul-Americana de Nações, realizada nos últimos dias 16 e 17 de abril, em Ilha Margarita, na Venezuela, as organizações sociais do continente também realizaram a sua reunião, a exemplo do que já ocorreu em dezembro passado em Cochabamba (Bolívia), na Cúpula Social de Integração dos Povos.


As entidades aprovaram uma resolução conjunta em que apontam a necessidade de o desenvolvimento de novas fontes energéticas estar vinculado à soberania dos povos do continente e à preservação do meio-ambiente. Participaram do encontro organizações como a Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), e redes de movimentos sociais e ONGs, como a Aliança Social Continental (ASC).


Para tais objetivos, o documento propõe o fortalecimento das empresas estatais de energia e a nacionalização de todos os recursos energéticos dos países. "Manifestamos nossa preocupação com os chamados agrocombustíveis, cuja expansão se dá por meio da expansão da monocultura tendendo a concentrar ainda mais a propriedade de terra em nossa região, reproduzindo relações trabalhistas baseadas na violência e na extrema exploração", registram os movimentos.

Um dos principais temores das organizações, bem como do presidente cubano, Fidel Castro, é que o aumento da monocultura de cana-de-açúcar, para a produção do etanol, tome o espaço da produção de alimentos.


Mas, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o desenvolvimento dos agrocombustíveis não compromete o plantio de alimentos. Lula disse que não conhece as “bases técnicas e científicas” das críticas.


No documento, assinado por mais de 30 entidades do Cone Sul, entre elas a Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) e o Grito dos Excluídos, os movimentos apontam como solução para a questão energética o investimento em pesquisas para a implementação de fontes alternativas de energia, tal como a eólica, que já é utilizada em Cuba. Outro ponto que os movimentos relacionaram como prioridade é pensar a integração energética do continente e postular a energia “não com mercadoria, mas como um direito humano”.


O documento exige dos governantes da Comunidade Sul-Americana de Nações que não dêem continuidade às políticas energéticas “liberais” de produção de energia barata para o mercado externo e para os setores agroindustriais."


Na íntegra, aqui!


Falei e disse.

Um comentário:

BruneLLa França disse...

Parece que a economia tupiniquim está, finalmente, caminhando!
Viva!
Deixamos de engatinhar!!!

Sobre os agrocombustíveis: esse argumento de que o plantio p extração de óleos e fabricação dos agrocombustíveis vai atrapalhar o plantio de alimentos é meio furado...
Num texto postado neste mesmo blog no qual escrevi sobre a problemática da fome no mundo baseada nos estudo do sociológo Josué de Castro coloquei que o problema não é a oferta de alimentos, mas sim a distribuição e acesso a ele...
Sei não... temos que pensar melhor e ler mais sorbe a questão...