segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ave Franklin. Por BruneLLa França.

Quarto Poder, Conselho Federal de Jornalismo, blogosfera, um toque de futurologia e outras coisinhas mais

200 Anos de Imprensa no Brasil. Quase 200 no Espírito Santo. Para comemorar a data, um fórum com o objetivo de discutir comunicação. A iniciativa é muito boa, visto que a comunicação tem que ser discutida sim. Mas quando o debate é puxado pela maior empresa de comunicação do Estado, aí, óbvio, as coisas ficam mais parciais que de costume (se alguém ainda vier com aquele discurso de ‘imparcialidade’ da imprensa eu corto relações!).

Na primeira palestra, ouvimos o jornalista José Casado, de O Globo. A fala dele foi, desde o início, construindo a imprensa como a guardiã da democracia. Casado deu exemplos de casos como o do correspondente do New York Times, Larry Rother, que foi ameaçado de expulsão do País por uma matéria na qual ressaltava o gosto do presidente Lula por bebidas. A frase mais usada pelo jornalista durante sua fala foi: “A democracia não está integralmente consolidada no Brasil”. Para Casado, falta respaldar a democracia com a irrestrita liberdade de expressão.

Não cometerei a hipocrisia de dizer que sim, nós vivemos na democracia plena. Mas também não posso embarcar nessa defesa quase cega de que a imprensa é um dos pilares da democracia. Primeiro, há de diferenciar aqui duas liberdades que são usadas como sinônimos e não são. Liberdade de expressão é uma e liberdade de imprensa é outra.

A liberdade de se expressar é um direito personalíssimo, ou seja, individual e intransferível, pelo qual todos e todas têm direito, sempre respeitando a Constituição Federal (regrinhas básicas de convivência, como não caluniar, não difamar e não injuriar o próximo, nem fazer acusação sem provas estão descritas lá; quem quiser se arriscar, que arque com as conseqüências). Já a liberdade de imprensa está atrelada ao direito à informação, que também é um direito de todos e de todas.

Deixando esses pontos bem esclarecidos, podemos prosseguir. Lá pelo final da fala de Casado, foi aberta ao público a oportunidade de fazer perguntas. Uma delas questionava a posição do jornalista em relação à criação do Conselho Federal de Jornalismo. Não acredito que alguém que acompanhou toda a palestra dele pudesse ter dúvidas de que ele se pronunciaria contra.

Lembram-se da emblemática frase do Ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, "uma mentira contada mil vezes torna-se verdade"? Ela cabe bem no que eu quero expor aqui. A imprensa se auto-determinou o Quarto Poder. Produziu discursos que criam essa sensação e é defendida como tal. Acontece que a imprensa – e os jornalistas que dão corpo a ela, em sua maioria – tanto fizeram para passar o discurso que acabaram acreditando nele. E eis o problema!

Na República, o regime democrático vigente no Brasil hoje, temos os três poderes. E eles não vieram do nada. A Teoria dos Três Poderes foi consagrada pelo pensador iluminista francês Montesquieu. Baseando-se na obra Política, do filósofo grego Aristóteles, e na obra Segundo Tratado do Governo Civil, publicada pelo inglês John Locke, Montesquieu escreveu sua obra, O Espírito das Leis, traçando parâmetros fundamentais da organização política liberal adotada pelo Ocidente (é sempre bom situar o contexto tratado).

Montesquieu foi o responsável por explicar, sistematizar e ampliar a divisão dos poderes que fora anteriormente estabelecida por Locke. Pela obra do filósofo, é fundamental estabelecer a autonomia e os limites de cada poder. Criou-se, assim, o sistema de freios e contrapesos, o qual consiste na contenção do poder pelo poder, ou seja, cada poder deve ser autônomo e exercer determinada função, porém o exercício desta função deve ser fiscalizado pelos outros poderes. Assim, pode-se dizer que os poderes são independentes, porém harmônicos entre si.

Muito bem. Muito bonito. E onde entra a imprensa nisso aí. Entra e não entra. O Quarto Poder, como está hoje, não é fiscalizada por nenhum outro poder. Qualquer tentativa – não de fiscalizar, mas de regulamentar, como é a idéia do Conselho – é rechaçada sob a alegação de censura. A imprensa se coloca como um dos pilares da democracia sem ser, todavia, democrática. O auto-entitulado Quarto Poder se coloca e acredita estar acima de todos os outros e assim quer permanecer (ou alguém ainda acredita que o jornalismo hoje faz revolução? É muito mais fácil trabalhar para manter o status quo).

Após a fala de José Casado, tivemos uma mesa redonda sobre o futuro da imprensa. Compunham a mesa o professor doutor do curso de comunicação da Ufes, José Antônio Martinuzzo; a secretária de comunicação de Vitória, Ruth Reis; o diretor de telejornalismo da rede Gazeta, Carlos Tourinho e, como moderador, o diretor de redação de A Gazeta e Notícia Agora, Carlos Antônio Leite.

É claro que o tema principal foi a convergência de mídias, as mudanças que a internet está trazendo – sim, é no gerúndio mesmo! – para o campo da comunicação, as possibilidades e os desafios desse novo meio. Sempre cauteloso, o professor Martinuzzo puxou a reflexão lembrando que nós vivemos hoje o futuro do passado, damos os passos que alguém pensou bem antes de nós. Assim, fica mais fácil desenhar possíveis cenários, flexíveis sempre, porque a tecnologia avança cada vez mais rápido.

E foi aí que chegamos à blogosfera. Blogueiro é jornalista ou não é jornalista? A resposta aqui é bem clara – vou até usar o caps lock – NÃO, BLOGUEIRO NÃO É JORNALISTA. Antes que me chamem de puritana radical, continuem lendo, por favor. Blogueiro não é jornalista simplesmente porque blogueiro não é uma profissão, não vem de uma ciência, não é um saber-fazer. Blogueiro é aquele ou aquela que tem blog. Então blogueiro pode ser jornalista? Se o blog é de um jornalista, sim. Se não é, dificilmente.

Fato: o mundo não cabe na imprensa, no jornal (Oooooooooooooh! Pois é, sinto muito se o seu mundo caiu e a casinha do Bob também!). O jornal é um recorte, um ângulo de visão, um simulacro de realidade. Agora o mundo cabe na internet. É claro que se eu quero uma informação sobre uma banda eu terei muito mais num site ou num blog do próprio artista ou de um fã do que na imprensa. Motivo óbvio: o artista e o fã tem muito mais informações a respeito do trabalho dele do que o jornalista de um caderno de cultura e entretenimento por aí.

Agora, se eu quero saber alguma coisa sobre economia ou política, também posso procurar blogs de pessoas que escrevam sobre o assunto. Aqui vem uma coisinha chamada credibilidade (construída pela imprensa com aquele discurso furado de objetividade, neutralidade e imparcilaidade – mas foi tão bem feito que colou, fazer o que?!).

Sim, eu sei que o discurso jornalístico exerce uma grande influência na constituição da experiência coletiva de um real cotidiano. Sei também que o simples fato de um acontecimento estar inserido ou não no campo dos discursos jornalísticos implica em que faça parte ou não do repertório de atualidade do público. Resumindo, eu sei que o discurso jornalístico tem autoridade na sociedade (democrática ocidental, é bom deixar claro).

Mas isso não impede ninguém de querer – e poder – construir o seu próprio discurso, a sua própria mídia, a sua própria verdade no espaço blog. Será que só porque não é um jornalista – ou pretenso jornalista – postando aquilo que ali se escreve é uma deliciosa viagem na maionese? Mesmo em se tratando de campos que requerem um grau de análise e conhecimento maior, como a economia e a política?

Se vivemos partilhando um mesmo contexto, se vivemos todos num mundo capitalista, se somos todos seres pensantes, por que só quem está autorizado a falar, só quem tem credibilidade é o jornalista? Por que a sociedade assim determinou? Ou por que a imprensa assim determinou? (Lembram da discussão sobre o Quarto Poder mais acima? A-ha!)

Aqui podemos inserir a pausa para o coffee break. Após o debate, tivemos mais uma palestra, desta vez sobre assessoria de imprensa no mundo contemporâneo. Mas nada que os alunos de Martinuzzo já não tenham ouvido em aula. A palestrante só usou uma série de termos estrangeiros, dificultando a compreensão de todos e todas, ou seja, dificultando a comunicação (que coisa, não?)!

Eu só acrescentaria aqui o significado de stakeholders – quando a palestrante falou sobre isso, eu vi muita gente com mais cara de paisagem que nas outras palavras. Stakeholders – simplificando (é o espírito jornalístico!) – são os grupos de influência de uma organização.

Bem, o objetivo deste texto é fomentar o debate acerca de tudo que aqui foi abordado. Então, agora é a sua vez. Gritem, esperneiem, esbravejem nos comentários. Divirtam-se!



domingo, 16 de novembro de 2008

Ave Franklin. Por BruneLLa França.

Dialogus istranhus

Interlocutor pergunta:
- Bru, o que é o jornal pra você?

Bru responde:
*silêncio - não que eu não tenha o que responder, mas sim porque eu sempre prefiro pensar um pouquinho antes*
- O jornal... O jornal é uma babel quase vazia de sentido...

Interlocutor diz:
- Uau! Eu não esperava por isso! O jogo está ficando interessante! Quase vazia de sentido?

Bru responde:
- É. Não tem nenhuma crítica ali, nenhuma reflexão. Tudo bem que se cria a ilusão de que ao ler aquele jornal você fica bem informado, sabe do que aconteceu no mundo. Doce - ou amarga - ilusão! Os jornais estão mais preocupados em vender um mundo transparente, simples e perfeitmente acabado, em manter as coisas como elas estão... É uma questão de semiótica...

Interlocutor desprevenido fica em silêncio.
Silêncio.
Silêncio.
Mais um pouquinho de silêncio.
Finalmente, ele questiona:
- O que é semiótica?

Bru fala:
- Tem um livro da coleção primeiros passos com esse título, exatamente. O que é semiótica. É bem fácil de ler...

Interlocutor pergunta:
- Não tem como me adiantar o assunto?

Bru responde:
- Ok. Acomapnha o raciocínio. 
Qualquer ato comunicativo envolve a construção de sentidos, pois essa característica é própria da linguagem. O mundo, porém, não apresenta uma face legível que temos que decifrar apenas. A realidade - múltipla e complexa - não tem um significado anterior ao momento de sua verbalização e interpretação. Cada um dá sua forma a ela, entende? 

Interlocutor confuso:
- Ham... Não sei.

Bru esclarece:
- O que eu quero dizer é que o mundo em que vivemos, a realidade ou as realidades, os relacionamentos, os indivíduos são construções, da linguagem. Tudo é texto. Não no sentido de ser letrinhas juntas, mas da origem da palavra, tecido, tessitura.

Interlocutor confuso²:
- E cadê a sua semiótica?

Bru explica:
- Está aí! Eu disse que tudo é texto. É  a semiótica que estuda esses textos. O que está dito e o que se quer dizer no mundo, nas realidades, nos jonais. A semiótica é tudo (especialmente para Lele!), resumindo.

Interlocutor diz:
- Hum... Sabe, eu tava aqui pensando (uau!) No que você disse sobre o jornal... Mas você faz jornalismo!

Bru confirma:
- Eu estudo jornalismo. Sim, e daí?

Interlocutor pergunta:
- E você vai trabalhar no jornal?

Bru responde:
-Não necessariamente, mas é sempre uma possibilidade.

Interlocutor pergunta:
- O que é o Jornalismo, então?

Bru responde:
*silêncio para pensar*
- Numa síntese... A arte de parafrasear!

Interlocutor se indigna:
- Mas isso é fácil demais.

Bru joga um balde de água fria:
- É óbvio que não, meu bem.

Interlocutor em dúvida:
- Então, qual é o segredo?

Bru responde:
- Vocabulário chave, possíveis parafraseados chaves (não me refiro ao desenho!), e, é claro, COMO fazer a paráfrase! Ha ha ha! Mais uma vez, uma questão de semiótica!

Interlocutor se recolhe.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ave Franklin! Por BruneLLa França.

O discurso da mudança ganhou os Estados Unidos

As desconfianças do mundo em torno do resultado da eleição estadunidense terminaram no anúncio de Barack Hussein Obama Jr, de 47 anos, como o mais novo residente da Casa Branca. Sim, os Estados Unidos da América elegeram o primeiro presidente negro da história do país. Quarenta e quatro anos após o fim da segregação racial, Obama é o 44º a assumir o governo daquela nação (recuso-me a fazer análises esotéricas aqui!).

Após dois longos – e duvidosos – mandatos de George W. Bush, os democratas voltam ao poder. Obama conquistou os eleitores com seu carisma e retórica. O primeiro presidente democrata a alcançar a maioria absoluta dos votos válidos. Não é pouco para um político considerado tão jovem, que sai do Senado diretamente para a Casa Branca.

O mais impressionante é como Obama conseguiu votação tão expressiva sendo um candidato de fora do establishment dos partidos. Nas primárias do partido, ele derrotou ninguém menos que a senadora Hillary Clinton, então favorita para disputar as eleições deste 4 de novembro.

O lema “Yes, we can” foi gritado por jovens, negros, brancos, mulheres. Uma verdadeira multidão assistiu ao discurso da vitória do jovem presidente na noite de ontem em Chicago.

A vitória de Obama foi nada menos que arrasadora. Ele venceu com folga no Colégio Eleitoral e no voto popular. E os estadunidenses ainda lhe deram maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, um cenário promissor para o novo presidente. É claro que o desastroso governo de Bush contribuiu para a derrota dos republicanos. O fim da “era Bush” era quase um clamor dentro dos EUA. Outro fator que teve importante destaque na eleição foi / é a crise financeira que sacode o mundo e ajudou a sepultar as últimas chances de McCain.

A campanha de Obama também merece destaque. O trabalho de comunicação organizacional foi praticamente perfeito. A maior marca da campanha dele - e o motivo pelo qual a eleição americana não mais será a mesma - foi o uso revolucionário da internet para arrecadar nada menos que US$ 700 milhões e a utilização de diferentes canais de mídia para divulgar sua candidatura.

Os discursos feitos durante a corrida presidencial foram considerados brilhantes. Obama frisou que foi o único a se opor à guerra do Iraque desde o início e defendeu um cronograma de retirada das tropas, palavras que foram de encontro ao clamor do povo estadunidense.

Assolado pela crise financeira e desgastado pelo governo Bush, um discurso inflamado, cheio de esperança e proferido por um jovem candidato convocando o povo à mudança encontraram eco e apoio entre o eleitorado. O resultado quase não podia mesmo ser diferente.

Com o apoio do mundo, no dia 20 de janeiro Brack Obama assumirá o governo da (ainda) maior potência econômica e militar do planeta. E é claro que ele vai trabalhar para manter esse status. Fica a expectativa do COMO fará isso, já que, pelo perfil, Obama é contrário a guerras.

O mundo inteiro também aguarda as diretrizes do novo presidente para a economia. A questão de Cuba também é outro ponto a se prestar atenção. E o Brasil, bem, nós devemos ter uma dificuldade maior para exportar produtos para os EUA. A política protecionista deve se intensificar. O problema da imigração também deve ser tratado por Obama, mas, então candidato, esse tema não foi muito abordado durante a campanha.

O que não se pode negar é que para os Estados Unidos a eleição de Obama é, de fato, uma (r)evolução.

O discurso da vitória

domingo, 5 de outubro de 2008

Ave Franklin! Por BruneLLa França.

Em Colatina, a competência venceu o dinheiro

A chapa Leonardo Deptulski e Cirilo de Tarso (PT / PV / PPS / PMN / PMDB / PTB) começou a campanha com modestos 4% de intenção de voto. Hoje, dia 5 de outubro, alcançou 47.82%, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES). Uma virada não esperada pelo candidato da outra chapa, Paulo Foletto (PSB / PSDB / PTC / PP / PSC / PR / PSDC), que começou a campanha com mais de 50% das intenções de voto.

Derrota não esperada também pelo governo do Espírito Santo. Apesar de o PMDB apoiar
a candidatura de Leonardo (PT) em Colatina, o candidato do governador Paulo Hartung (PMDB) era Foletto (PSB).

A figura central na vitória da coligação Colatina no Rumo Certo não veio do Palácio Anchieta nem do Senado Federal. A figura central na eleição de Colatina foi o atual prefeito, Guerino Balestrassi (atualmente sem partido).

Fiel ao projeto político traçado para o município, Guerino não apoiou a candidatura do atual deputado estadual, Foletto, à prefeitura de Colatina. Ele sabe o quanto é importante ter representatividade na Assembléia Legislativa do Estado para dar suporte ao plano de desenvolvimento estratégico da cidade.

Mas Guerino também sabia da competência de Leonardo para administrar Colatina. Deptulski foi o Secretário de Planejamento durante o primeiro mandato de Balestrassi (2000-2004). E depois entrou como vice no segundo mandato do atual prefeito (2004-2008).

O plano de desenvolvimento sustentável de Colatina 2000-2025 foi elaborado sob a coordenação de Leonardo, então secretário. As obras, as melhorias na infra-estrutura somadas à transparência e à ética da administração recolocaram a cidade na rota de investimento de grandes empresas e devolveram a Colatina posição de destaque na logística da economia do Espírito Santo.

Sob o governo de Balestrassi, a educação municipal ganhou destaque. Guerino, por suas ações sociais, ganhou da Unicef o selo de reconhecimento de Prefeito Amigo da Criança. Em 2004, com o projeto de inclusão social de ex-detentos, a Prefeitura Municipal de Colatina (PMC) ganhou o Prêmio Direitos Humanos, promovido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Governo Federal. No projeto de recuperação da Bacia do Rio Doce, o atual prefeito foi eleito por aclamação pelos outros prefeitos do Estado, nas duas eleições, para assumir a presidência do conselho que gerencia os trabalhos no Espírito Santo.

Esses são só alguns exemplos do que a atual administração fez por Colatina. Nossa cidade estava abandonada. A prefeitura, loteada por políticos que se preocupavam muito mais com suas carreiras e seus parentes do que com a população do município. Guerino se candidatou como uma alternativa a velhas práticas políticas na cidade. Venceu. E, por sua competência, convenceu os eleitores a lhe darem um segundo mandato.

As obras feitas, as melhorias no sistema educacional do município, na saúde e em todas as áreas são a parte visível do que foi feito e está sendo feito por Colatina. Mas o maior legado de Guerino, o Guerreiro, é ter devolvido à população do município o orgulho de ser colatinense. Balestrassi foi, portanto, a peça fundamental na vitoriosa campanha de Leonardo e Cirilo.

Foletto, por sua vez, fez ataques pessoais ao atual prefeito, mas se mostrou incompetente para conquistar a confiança da maioria da população. O candidato dispunha de muito mais dinheiro, fez uma campanha rica, com grandes patrocinadores. O deputado tinha ainda o apoio declarado do Palácio Anchieta. Tanto de Hartung, quanto do possível candidato a governador em 2010, o hoje vice, Ricardo Ferraço (atualmente sem partido).

A princípio, a vitória do PT em Colatina não é uma derrota do governo do Estado. Apenas a princípio, numa leitura rasa. Analisando o novo desenho político do Espírito Santo, nasce, das prefeituras, uma potencial força de oposição ao governador. A coalisão partidária que deu dois mandatos a Hartung não se manterá em 2010. Dois cenários de oposição são possíveis. Um com uma candidatura do PT, que sai fortalecido com os resultados das eleições – fazendo eco ao cenário nacional –, e outro com uma coalisão contrária às forças do governo atual.

Se antes das eleições municipais era quase certo que o próximo governador do Espírito Santo sairia de uma reunião numa salinha do Palácio Anchieta, hoje, é fato, essa certeza não existe mais.


Resultado das eleições Colatina 2008 - votos válidos
Leonardo (PT) 47.82%
Foletto (PSB) 41.03%
Josias da Vitória (PDT) 7.82%
Décio Rezende (PSOL) 3,33%

Fonte: G1.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bem senhoras e senhores. Por BruneLLa França.

Bem senhoras e senhores, como explicar o inexplicável? No Estádio dos Trabalhadores em Beijing, lágrimas. A Seleção Brasileira de Futebol Feminino perdeu a final para os Estados Unidos por 1 a 0. Gol marcado aos seis minutos da prorrogação. Um resultado injusto.


Nenhuma derrota do Brasil nas Olimpíadas doeu tanto quanto essa. Começamos respeitando as adversárias e elas a nós. A equipe estadunidense chegava com dois ouros olímpicos (1996 e 2004) e dois mundiais (1991 e 1999). As nossas meninas chegavam com o futebol arte, com o melhor toque de bola entre as seleções femininas e os maiores talentos individuais da atualidade: Marta e Cristiane.


Criamos chances sim. Marta, velocista e habilidosa, saiu do meio de duas, três, quatro. Mas não havia ninguém na área, ninguém chegando para finalizar. Ela também driblou, chegou, chutou, mas não podia fazer tudo sozinha. Nenhuma outra jogadora lutou tanto, acreditou tanto quanto a camisa 10.


Cristiane se movimentou muito na frente, abriu espaço na defesa. O meio de campo, porém, não apareceu. Faltou a ligação tão imprescindível num time de futebol. A ligação com a qual elas estão acostumadas a jogar. Mesmo assim, jogamos no campo de ataque dos Estados Unidos quase o tempo todo. E se há um nome que deva ser destacado na seleção adversária é o da goleira Hope Solo. Ela defendeu um chute de Marta quando o grito de gol já ensaiava sair.


No segundo tempo, as estadunidenses chegaram apenas duas vezes, com perigo, é verdade. E Bárbara estava lá para defender. Veio a prorrogação, vieram os 30 minutos que poderiam definir a medalha. Poderiam porque em caso de novo empate, iríamos para os pênaltis. Não foi preciso. Uma falha de marcação da defesa brasileira e a bola foi parar no fundo da nossa rede.


Nem o gol abateu a seleção. As meninas foram mais para cima ainda. E a bola, caprichosamente, não entrou. Marta (três vezes), Cristiane (duas vezes), Renata Costa, Erika, Fabiana. Todas elas chegaram perto, todas elas passaram junto à trave. E a bola saiu. Mesmo num campo pesado pela chuva, desgastado pela partida anterior, elas correram, marcaram, superaram os limites possíveis do corpo.


Eu, que sempre me recusei a usar uma máxima exaustivamente repetida no esporte, hoje me rendo à ela: não era para ser. Dói ver as lágrimas em rostos que mereciam sorrisos. Dói conquistar uma prata sabendo que podíamos, que merecíamos, o ouro. Dói ser a segunda melhor selação feminina nas olimpíadas.
A torcida chinesa, que torceu pelas nossas meninas como se fossem brasileiros, aplaudiu, ovacionou nossas atletas enquanto elas choravam no pódio, inconformadas com o segundo lugar. Faltou o detalhe do gol. Faltou a finalização milimetricamente precisa. Mas a exibição a que assistimos não deixa dúvidas de que a seleção feminina é sim a melhor seleção do mundo. Continua faltando um degrau. Continua faltando um grande título. Mas não há dúvidas de que elas podem conquistá-lo.


Quero terminar este texto discordando de uma frase dita por Marta ainda antes de começarem os Jogos. A melhor do mundo foi apontada pela revista Times (EUA) como uma das 100 maiores estrelas das Olimpíadas. Única atleta brasileira na lista. Ao ser questionada sobre a sensação de ser uma das grandes estrelas, Marta respondeu: “A seleção brasileira num todo é uma estrela só. A Marta só não é uma estrela”.


Escrevo aqui meus louvores à humildade da melhor jogadora do mundo. Mas discordo dela. Ousadia minha? Talvez. Mas é preciso dizer que a Seleção Brasileira Feminina de Futebol não é uma estrela só. É uma constelação de 18 estrelas. Andréia Suntaque e Bárbara (goleiras); Andréia Rosa, Renata Costa, Tânia Maranhão e Erika (zagueiras); Simone Jatobá, Rosana e Maycon (laterais); Formiga, Daniela Alves, Francielle, Ester (meias); Pretinha, Fabiana, Maurine, Cristiane e Marta (atacantes). E o brilho delas é muito maior que o da medalha de prata.


Fica a tristeza sim. Mas fica ainda mais forte a admiração pelo que fazem essas meninas com a bola nos pés. Como jogam! Como encantam! Como se superam! Deixo aqui minha reverência a essa seleção brilhante e agradeço por nos proporcionarem o espetáculo que é vê-las jogar. Parabéns meninas. Vocês são muito mais valiosas que a medalha que carregam no peito!


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Bem senhoras e senhores. Por Brunella França.


FALTA UM!


Era para ser uma pedreira. E foi. Pelo menos no primeiro tempo. Começamos perdendo. Aquela vantagem no placar para a Alemanha assustou e desestabilizou a seleção brasileira. A força parecia que iria vencer o talento. Defesa desatenta, as alemãs chegavam com facilidade e poderiam ter liquidado o jogo caso suas atacantes tivessem sido mais eficientes.

Mas, na metade do primeiro tempo, o Brasil colocou a bola no chão. Que pesadelo para as adversárias quando isso acontece. Enquanto a maioria das outras jogadoras toca a bola de primeira, tentando se livrar logo da responsabilidade, as meninas do Brasil têm uma intimidade muito especial com ela.

Fomos avançando em campo, ganhando espaço. As triangulações com Daniela, Cristiane e Marta começaram a aparecer. E, no final do primeiro tempo, a igualdade. Jogada de Cristiane na lateral, Marta não chegou na bola e, meio sem querer, acabou ajeitando para Formiga mandar pro fundo da rede. O primeiro gol sofrido pelas alemãs nas Olimpíadas de Beijing. Elas sentiram o baque. Nós ganhamos confiança. Crescemos em campo e tomamos a iniciativa do jogo. O primeiro tempo se foi.

Era preciso manter o mesmo ritmo, a mesma vibração. Era preciso sorrir. E como sorrimos! Logo nos minutos iniciais, a Alemanha foi para o ataque e deixou três defensoras contra Marta, Cristiane e Érika. A nossa pequenininha velocista chegou perto da área, levantou a cabeça e, com os pés, disse para Cristiane: “faz”. E ela fez. De primeira. Um toque lindo, colocado. Passamos à frente das campeãs mundiais. Entregamos a elas, que há muito não sabiam o que era perder, a responsabilidade de sair para o jogo.

E nossas adversárias foram para cima. Não se entregariam. E na segunda bola que cortamos, sobrou para Daniela no meio de campo. Dani viu Marta passar pela lateral e tocou quando ela já estava mais perto da área. A melhor do mundo ganhou na corrida e, na saída da goleira Angerer, tocou de ponta de pé. Gol com assinatura da camisa 10.

O Brasil estava solto em campo. As meninas sorriam. A defesa firme. O meio aparecendo bem. Bárbara, nossa goleira, segura na meta. A pergunta a essa altura do jogo era: como parar Marta e Cristiane? As alemãs pareciam ter faltado a essa aula. E nossas atacantes seguiam enlouquecendo a defesa adversária. Sem esquecer as chegadas de trás de Daniela.

A treinadora alemã fez substituições, mandou o time para frente. E nós? Segurando na defesa, partindo para o contra-ataque. E assim nasceu o quarto gol. Cristiane recebeu o passe no meio de quatro – eu disse QUATRO – marcadoras alemãs. Com a intimidade de quem nasceu para jogar futebol, a bola parecia não querer sair de perto de seu pé. Com dribles rápidos, nossa atacante saiu na cara do gol. As quatro alemãs ficaram assistindo a brasileira bater para o gol e sair para a dancinha da comemoração. Que lindo!

As invencíveis alemãs perderam. Nossa primeira vitória contra as campeãs do mundo foi com V maiúsculo. Poderíamos ter feito ainda mais gols, mas quatro estava bom. Bom? Parecia um sonho.

Eu havia dito que deixamos para ganhar delas na hora decisiva. Ganhamos? Não só. Demos show! O talento venceu a força mais uma vez. Hoje jogamos com conjunto. Defesa, meio-campo e ataque se movimentando harmonicamente (desconto para os 25 minutos iniciais). Hoje jogamos como a melhor seleção do mundo (a falta de um título oficial não me descredencia a fazer essa afirmação).

O estádio cheio gritou Brasil mais uma vez. A torcida alemã aplaudiu nossas meninas. Como não aplaudir? Como não se encantar por esse time que joga, que conversa com a bola, que dança, pinta, faz arte? No jogo de hoje, as meninas não venceram apenas (!) a Alemanha, venceram a si mesmas.

Vamos mais uma vez para a final olímpica, repetindo o feito de Atenas, há quatro anos. Naquela oportunidade, ficamos com a prata. Desta vez, queremos ouvir o Hino Nacional ecoar no Ninho do Pássaro. A data está marcada. Será dia 21, quinta-feira, às 10 horas (horário de Brasília).

Na contagem regressiva, só falta um!




P.s.: alguém ainda duvida que a nossa Cristiane é muito melhor atacante que a alemã Birgit Prinz?
Quem responder que sim, favor argumentar muito bem!

Ficha técnica: Brasil 4 X 1 Alemanha

Bárbara, Érika, Renata Costa e Tânia Maranhão; Simone Jatobá, Daniela Alves (Francielle), Formiga, Ester e Maycon; Marta e Cristiane (Fabiana). Nadine Angerer, Kertstin Stegemann, Annike Kranh, Babett Peter, Ariane Hingst; Melaine Behringer (Fatmire Bajramaj), Renate Lingor, Simone Laudehr, Kerstin Garefrekes; Birgit Prinz e Anja Mittag (Celia Okoyino da Mbabi).
Técnico: Jorge Barcellos. Técnico: Silvia Neid.
Gols: Birgit Prinz, aos 9 do primeiro tempo; Formiga, aos 43 do primeiro tempo; Cristiane, aos 3 do segundo tempo; Marta, aos 7 do segundo tempo; Cristiane, aos 30 do segundo tempo
Cartões amarelos: Renata Costa, Marta (BRA); Simone Laudehr (ALE)
Estádio: Estádio de Xangai, na China. Data: 18/08/2008. Árbitra: Eun Ah Hong (COR). Auxiliares: Sarah Ho (AUS) e Hsiu Mei Liu (FOR).


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Bem senhoras e senhores. Por Brunella França

faltam dois!

Bem senhoras e senhores, contagem regressiva. A Seleção Brasileira de Futebol Feminino está a dois jogos da medalha de ouro, objetivo das meninas nas Olimpíadas de Beijing. Depois de passar em primeiro na fase de grupos, dividindo a mesma chave com a atual campeã mundial Alemanha, as brasileiras derrotaram as norueguesas, que conquistaram o ouro em Sidney, 2000. Vitória de 2 a 1 e vaga nas semifinais contra a Alemanha – que venham elas!

No primeiro confronto da força versus o talento, vencemos. Ainda não tivemos uma atuação no mesmo nível da Copa do Mundo 2007, na mesma China, quando a seleção foi superior às adversárias durante toda a competição, mas acabou perdendo o título na final para as alemãs. O jogo desta sexta-feira(15) já foi melhor. A entrada da meia-defensiva Estér deu mais estabilidade à defesa do Brasil e liberou Maycon para apoiar mais na lateral esquerda.

Aliás, foi por aquele setor do campo que o time criou mais oportunidades. As jogadas trabalhadas saíram. Daniela Alves se movimentou mais. Cristiane e Marta jogaram juntas, buscaram uma à outra em campo, trabalharam a bola no ataque. Tudo bem que nenhum dos gols do Brasil saiu de uma jogada assim. O primeiro, no finzinho do primeiro tempo, foi um chute belíssimo de Daniela que não deu chance de defesa para a goleira nórdica. Gol de placa!

O segundo saiu de uma bola mal recuada pela defesa da Noruega. Marta acompanhou a zagueira e chegou na bola antes da goleira. Com a categoria de melhor do mundo, deu um tapa na bola por cima da goleira e saiu para comemorar. A Noruega saiu mais para o jogo e deu mais espaço para as jogadas brasileiras. Tivemos boas chances. Faltou um pouco mais de capricho nas finalizações de Cristiane. No final do jogo, a goleira Bárbara fez um pênalti desnecessário e as norueguesas diminuíram. Mas não chegaram a assustar.

O mais importante desse jogo não foi a vitória – calma, não enlouqueci. É claro que eu sei que se perdêssemos estaríamos fora da competição. O importante foi como veio essa vitória. Explico: o mais importante desse jogo foi a alegria. As meninas sorriam em campo. Elas gostaram do jogo. Elas se encontraram no jogo. Ainda há o que melhorar? Sempre! Mas elas estão prontas, querem o ouro que lhes foi tirado em Atenas, querem mostrar ao mundo e, principalmente, ao Brasil, a força do futebol feminino. É a consolidação das mulheres também nessa modalidade esportiva.

Uma missão para verdadeiras guerreiras. A pátria das chuteiras está se acostumando a ver o futebol arte em pés mais delicados. O próximo jogo, segunda-feira, será mais uma vez contra as alemãs. Eu acredito que elas guardaram a vitória para o momento decisivo. Mais um teste para o talento. Mais um jogo contra a força. Que vençamos nós!

domingo, 10 de agosto de 2008

Bem senhoras e senhores. Por Brunella França

Seleção Brasileira Feminina de Futebol


Bem senhoras e senhores, as Olimpíadas de Beijing 2008 começaram. Uma abertura emocionante. Linda. Mas, antes, no dia 6 de agosto, entraram em campo as meninas do futebol. Logo de cara, a Alemanha. Um empate sem gols. Um jogo nervoso. Elas nos venceram na final da Copa do Mundo, ano passado, na China. Queríamos a vitória, mas não foi dessa vez. Paciência.

E veio o segundo jogo. E veio uma seleção finalizando melhor. Fez gols. Dois. Marta e Daniela Alves. Aliás, a jogada da melhor do mundo foi de encantar até mesmo os leigos no futebol (sim, caríssimos leitores, estou me contendo para não abrir a torneirinha de adjetivos). Tomamos um gol bobo no final, falha de marcação da zaga brasileira. Mas somos líderes do grupo, à frente da Alemanha nos gols marcados (2 contra 1 - a Alemanha venceu a Nigéria por 1 a 0).

O que eu posso dizer até agora é que a seleção ainda não se soltou. A bola quase não chega para Cristiane e Marta. Precisamos acertar o meio-campo do time se queremos mesmo conquistar a medalha. Não se ganha o ouro olímpico jogando "para o gasto". A conexão defesa - meio-campo - ataque tem que funcionar. Afinal, o forte do nosso time é a qualidade no toque de bola. Essas meninas jogam MUITO! Formiga e Maycon têm que aparecer mais no time. As laterais Simone e Rosana têm que apoiar mais.

Observei também que a equipe não está compacta em campo. Existem buracos. Falha de movimentação. A impressão que tenho é que o time está pesado dentro de campo. Ainda não conseguimos jogar fluentemente, como na última Copa do Mundo de Futebol Feminino. Mas eu acredito no talento desse time. Sei que elas ainda vão flutuar em campo e tenho fé de que trarão a tão sonhada medalha de ouro olímpica para o futebol brasileiro.

Elas sabem que podem!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ataque à liberdade! Fansubbers, fanfics, tradução de mangas e redes P2P podem se tornar crimes!

Ao aprovar o projeto Substitutivo ao PLC 89/2003, PLS 137/2000 e PLS 76/2000, redigido pelo Senador Azeredo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara quer transformar milhares de internautas em criminosos.

O Senador Azeredo quer tornar uma das atividades mais criativas da Internet em ato criminoso. Quer transformar os fansubbers, os fanfictions e a tradução de séries de TV em crime. O Senador considera que traduzir um Mangá é um crime tão grave como invadir um banco de dados e subtrair dinheiro de um aposentado.

Milhares de jovens e adultos participam de grupos de Fansubbers traduzem animes (desenhos animados) do japonês para o português. Eles legendam estes desenhos e distribuem gratuitamente pela rede. Trata-se de um fenômeno mundial e muito popular no Brasil. Jovens, Advogados, médicos, engenheiros, universitários, com idade entre 16 e 35 anos, serão considerados criminosos assim que o Substitutivo do Senador Azeredo for aprovado no Plenário.

Além dos fansubbers, o Senador Azeredo quer colocar na prisão também os criadores de Fanfics ou Fanfictions. São ficções criadas por fãs de uma série de TV ou cinema qualquer. Pessoas comuns fazem o que Walt Disney fez com os Irmãos Grimm, recriam seus contos e estórias, mas fazem por hobby, sem intenção comercial. O fanfic são contos ou romances escritos por quem gosta de determinado filme, livro, história em quadrinhos ou quaisquer outros meios de comunicação. Somente um dos sites mais interessantes de Fanfic em português, criado em novembro de 2005, conta com aproximadamente 7,511 histórias (24,081 capítulos e o impressionante total de 37,620,962 palavras). Este site e centenas de blogs estarão na mira do substitutivo do Senador Azeredo.

Isto porque ninguém poderá usar nenhum arquivo sem a expressa autorização do seu autor. O artigo 285-B do Substitutivo do Senador Azeredo diz que será considerado CRIME:

"Obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros, a pena é aumentada de um terço."

Como bem afirmou o jurista Lawrence Lessig, a criatividade estará em perigo se substituirmos a cultura da liberdade pela cultura da permissão. O Senador Azeredo com o artigo 285-B pretende criminalizar uma das principais características da cibercultura que é o remix, que são as práticas recombinantes. Azeredo quer bloquear uma das principais condições para a criatividade que é a reciclagem de idéias, a possibilidade de compartilhar bens culturais.

Será que todos os Senadores brasileiros sabem que eles irão considerar criminoso um jovem que baixa um capítulo da série Lost para traduzi-la, inserir a legenda em português, para distribui-la gratuitamente em redes P2P? Não é possível que eles considerem o ato de solidariedade do jovem, ao distribuir gratuitamente o vídeo legandado, como algo que exija o aumento de sua pena em "um terço".

Será que nossas cadeias precisam de gente criativa? O que este artigo 285-B tem a ver com o combate a pedofilia? Trata-se de uma agenda oculta? Será que nossas Casas legislativas querem criminalizar a cibercultura?


O PARECER do senador Azeredo pode ser obtido no endereço:
http://webthes.senado.gov.br/sil/Comissoes/Permanentes/CCJ/Pareceres/PLC2008061889.rtf

Fonte: blog do Sergio Amadeu

Agradecimento

Na mitologia Grega, conta-se, Orfeu tocava a lira de Apolo e conseguia tranqüilizar animais e seres humanos, emitindo vibrações de paz aos lugares por onde andava. Nunca ouvi a lira de Apolo, nem mesmo conheci Orfeu. Mas a vibração de paz, a tranqüilidade, eu conheço. E sempre as encontro em palavras que vêm, geralmente, por dois domingos de cada mês numa página de jornal. Também é Lyra quem escreve as palavras que são carinhos na alma!

Sorriso que acolhe, abraço que cura todas as dores do mundo. Senti-me adotada desde a primeira vez que a vi, ainda caloura na Ufes. Eu já conhecia os textos e já era apaixonada por eles. Crônicas, romances, poesia.

Foi numa tarde de primavera e flamboyant florido que pela primeira vez a encontrei. Brilharam meus olhos, enterneceu-se o coração. E era preciso falar, falar, falar para todo mundo ouvir: nossa Lyra é vezes sem conta mais encantante que a do deus grego.

Dizem-na uma Clarice Lispector menos louca. Digo ser sublime cada palavra, texto que nasce por suas mãos. E não há pessoa mais doce para se conhecer nesse mundo. E é por isso que Bernadette eu quero ser quando crescer.

"As Bernadettes"

domingo, 29 de junho de 2008

De amor e de letras. Por BruneLLa Wyvern.

•.¸¸.ஐAs seis meninas

Quando duvido de minha existência, belisco-me. Essa frase é do Dalai Lama. Tem um eficaz sentido, porque que ela, em sua simplicidade, nos diz que a existência é de uma comprovação inegável, e que o niilismo é uma grande besteira inventada por certos filósofos que odeiam o corpo e bem que gostariam de ser a pura essência para não ter de conviver com as demais criaturas. O fato é que a gente existe. Em carne, sangue, nervos, veias, suor, dejetos e tudo o mais que nos dá a condição de haver nascido.

Existir assim, de modo tão palpável, tem suas desvantagens, como a dor de cabeça, a dor de uma rasgadura no joelho, a dor do envelhecimento, a dor da paixão não correspondida e outras dores tais. Porém, tem suas vantagens também. Por exemplo, quando, de repente, as narinas capturam um perfume de sabonete na curva de um braço ou quando um gosto de mel temperado com flor de laranjeiras adoça a ponta da língua, ou ainda quando uma imagem que se abre diante dos olhos faz bater mais forte o coração.

Nesse quesito último, na semana passada, tive uma experiência. Recebi, de uma comunidade do Orkut, uma fotografia de seis estudantes de jornalismo da Ufes. Seis meninas bonitas, com jeito de inteligentes. Todas elas sorrindo e com aquele ar de quem está de bem com a vida. Alguém que as conhece, com gentileza, ainda me esclareceu que elas têm bom humor, criatividade, alegria e formam um grupo seleto de estudos e de companheirismo. Essas garotas, tão jovens e tão cheias de graça, se chamam Brunella, Damiana, Gabriela, Roberta, Shamylle e Simone. No entanto, estava na foto e elas fazem questão de serem conhecidas como: “as Bernadettes”.

Confesso, amados leitores, que tive uma pontada de contentamento. Além disso, fiquei toda boba, toda cheia de mim. Imediatamente, dei uma espanada nas sombras que o mês de junho andava espalhando sobre minhas idéias. Sim, porque junho me foi um mês difícil, de mortes e de perdas, de frio e de pequenos temores. No entanto, bastou-me olhar aquela foto, tão clara, tão exata, tão plena do futuro como um raio de sol entre as trevas, para que o meu cérebro começasse a descongelar.

Afinal, foi como o beliscão de que fala o Dalai Lama, acima. Agradeço a delicada homenagem dessas meninas, sobretudo porque, através delas, percebi que nós, humanos, somos o que fazemos. E tudo o que fazemos, mais cedo ou mais tarde, deixa um rastro na totalidade do mundo.

Bernadette Lyra
Texto publicado no Caderno 2 de A Gazeta em 29 de junho de 2008.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A venenosa. Por Simone Azevedo.

Segura que esse mico é seu

Os maiores micos da sua vida é a sua mãe quem te faz pagar? Quase sempre ela te deixa de cara vermelha e com vontade de ser tragado pela terra? Se a resposta foi sim, Os Micos da Mamãe foi feito especialmente para você. Se a resposta foi não, Os Micos da Mamãe também foi feito pensando em você. Afinal, se a mulher da sua vida ainda não fez você pagar um mico inacreditável, isso é só uma questão de tempo.

Ainda assim, suponhamos que ela nunca faça isso (um sonho utópico), ao menos você dará boas gargalhadas com uma ótima coletânea de mini-contos. Rir da desgraça alheia é bom demais!
A autora, Gabriela Zorzal, reuniu histórias hilárias e, acreditem, bizarras de pessoas dispostas a compartilhar os piores (para nós, leitores, os melhores!) micos das suas vidas. O resultado foi uma comédia deliciosa do começo ao fim.

Eu sei que você, leitor atento, percebeu algo familiar no nome da escritora. Sim, ela é da turma que escreve este blog. Imagino que você esteja me chamando de puxa-saco. Mas, fica uma dúvida: eu sou mesmo puxa saco, ou o livro é realmente bom? Você, pessoa inteligente, vai ficar com essa dúvida até quando?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pais, filhos e gays


A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história Humana

SERÁ POSSÍVEL escolher as preferências sexuais de um filho? Não, não falo de preferências por ruivas, loiras ou morenas. A questão, levantada pela cibernética "Slate", vai mais fundo: será possível mexer na base neurobiológica de uma criatura e "reprogramá-la" para ela gostar do sexo oposto?

Talvez. Conta a "Slate" que longe vão os tempos em que a homossexualidade era encarada como escolha pessoal ou produto do meio. A homossexualidade é um fato natural -como a cor dos olhos, a pigmentação da pele-, e estudos recentes apóiam a tese ao mostrarem diferenças visíveis no cérebro de homos e héteros.

Parece que os gays têm cérebros muito semelhantes aos das mulheres hétero. E parece que as lésbicas têm cérebros muito semelhantes aos dos homens hétero. Mas os estudos não ficam restritos a esse retrato. Os cientistas dão um passo além e sugerem que importantes influências hormonais, durante e pouco depois da gestação, determinam a constituição neurobiológica do indivíduo. E, se os hormônios desempenham papel principal, abre-se a porta prometida: "reorientar" os hormônios, "reorientar" a preferência sexual do bebê.

A possibilidade recebe aplausos. A Igreja Católica, confrontada com tal cenário, esquece a sua própria doutrina sobre os limites da manipulação médica e apóia decididamente a busca de uma "terapia" capaz de "curar" a "doença" homossexual.
Mais impressionante é a opinião da maioria: questionada sobre a possibilidade de conhecer a orientação sexual do filho por meio de um teste pré-natal, a generalidade não hesitaria em recorrer ao aborto ou à "reprogramação" caso a sexualidade da criança apontasse para o lado "errado". No fundo, quem não salvaria um filho do preconceito social ou da "doença" homossexual?

Fatalmente, a questão é desonesta. Aceitar as premissas do debate lançado pela "Slate" - aceitar, no fundo, que, por meio da ciência, é possível reverter a orientação sexual de um ser humano - é aceitar, implicitamente, que a homossexualidade é uma doença. E, aceitando-o, permitir que a medicina a trate exatamente como trata qualquer doença.

A realidade não legitima a fantasia. A síndrome de Down ou a espinha bífida, por exemplo, são doenças no sentido mais básico do termo: elas impedem que um ser Humano tenha uma vida plena. Podemos discutir se a medicina deve e pode "manipular" genética ou biologicamente uma vida Humana para erradicar esses males. E podemos discutir se esses males legitimam a interrupção da gravidez.

Mas essas discussões são distintas do problema inicial: reconhecer a Down ou a espinha bífida como fatores objetivamente incapacitantes de uma vida normal.
A homossexualidade não é uma doença. Pode ser motivo de preconceito social, dificuldade relacional, neurose pessoal -mas não é impeditiva de um funcionamento pleno do indivíduo nem põe em risco a sua sobrevivência futura.

Nada disso significa, porém, que não exista uma base neurobiológica capaz de explicar a orientação sexual. É possível e até provável. Exatamente como é possível e provável que certas propensões da personalidade humana -para a depressão, para a liderança, para a criatividade- estejam já inscritas na nossa natureza.

Mas isso não autoriza a medicina a procurar o paradigma do Super-Homem, dotado da dosagem certa de Humor, capacidade de chefia, talento para a pintura e para o sapateado. A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história Humana.
Resta a questão final: e os pais? Confrontados com a possibilidade de "reprogramarem" a orientação sexual de um filho ou de descartarem-no via "aborto terapêutico", terão os pais o direito de pedir à medicina esse instrumento seletivo e subjetivo?

Aceitar essa possibilidade é aceitar que, no futuro, os pais poderão determinar a vida futura dos filhos. Escolher a orientação sexual; o temperamento; a vocação intelectual; a excelência atlética ou estética.

Não duvido que a maioria, confrontada com tal hipótese, reservasse para a descendência o cruzamento ideal entre Brad Pitt, Albert Einstein e Pelé.
Mas um tal gesto seria uma tripla violência: contra a medicina e a sua função especificamente curativa; contra o mistério e a diversidade da vida humana; mas também contra os próprios filhos, condenados a habitar vidas que não lhes pertenceriam, mas que foram desenhadas pela vaidade, soberba e tirania de seus progenitores.

Texto: João Pereira Coutinho
Fonte: Folha de São Paulo Online, 24/06/2008.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2406200820.htm
Para ler, tem que ser assinante.

Minha opinião
Isso é deplorável! Sinto uma revolta tão grande quando leio uma barbaridade como essa. No momento, Alanis traduz melhor do que eu o que sinto.



De vez em quando nunca é o bastante / Se você é impecável, então ganhará meu amor / Não esqueça de tirar primeiro lugar / Não esqueça de manter aquele sorriso em sua face

Seja um bom menino / Tente um pouco mais / Você tem que se impor / E me fazer orgulhosa

Quanto tempo antes de reparar? / Quantas vezes tenho que lhe dizer para se apressar? / Com tudo que faço por você / O mínimo que você pode fazer é ficar quieto

Seja uma boa menina / Você tem que tentar um pouco mais / Aquilo simplesmente não foi bom o bastante / Para nos orgulharmos

Viverei de acordo com você / Farei de você o que nunca fui / Se você é o melhor, então talvez eu também seja / Comparado com ele, comparado com ela / Estou fazendo isto para seu próprio e maldito bem / Você compensará tudo que sofri / Qual é o problema... por que está chorando?

Seja um bom menino / Force um pouco mais agora / Aquilo não foi rápido o bastante / Para nos fazer feliz / Nós te amaremos pelo que você é, SE VOCÊ FOR PERFEITO

E você, o que acha disso? COMENTE!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Bem senhoras e senhores. Por Brunella França

Depois de um longo período sem nada produzir para o Jota-I, cá estou eu novamente. E, novamente, porque preciso falar de futebol. Acabo de assistir à partida Brasil X Argentina pelas Eliminatórias da Copa de 2010. O resultado jogo - empate sem gols - não é lá tão importante para o que quero escrever.

Desde já, assumo o risco de ser apedrejada pelos corredores dos Cemunis da Ufes e de ver o meu pai descontente com este texto. Estou aqui porque quero falar da Argentina. Não amigos - ou hermanos -, não está escrito errado, vocês estão lendo corretamente. Para desgosto daquele que me ensinou tudo de futebol, neste coração verde-amarelo (torço fervorosamente pela seleção feminina de futebol), há um lugar todo especial reservado ao azul celeste da camisa argentina.

Eu gosto do futebol argentino, da garra, da qualidade do toque de bola, da forma como o time se coloca em campo, de ver onze jogadores jogando numa espécie de um por todos e todos para um.

E estou aqui para dizer que não consigo admitir que a seleção que há tempos - mesmo que não tenha ganho nenhum título -, em conjunto, é a melhor seleção do mundo, seja tão mal treinada e mal escalada. Desculpem-me, mas pela qualidade de jogadores que a Argentina tem é inadimissível que Alfio Basile continue sendo técnico desta equipe. Ele consegue ser pior que o Dunga!

Irritou-me ver a camisa 9 da azul celeste ser entregue a um jogador tão grosso e pouco hábil, como é Julio Cruz. Onde estavam Palermo, Palacio, Tevez, Aguero, Saviola? Por que essa insistência burra de colocar Messi para jogar fora de sua posição em campo? Assim não dá! Menos mal que a meta argentina continua muito bem guardada por Abbondanzieri.

E em meio a todo meu descontentamento, só continuei assistindo àquela partida medíocre por causa de um jogador. Adriano? Robinho? Diego? Luiz Fabiano? NÃO! Juan Román Riquelme. A qualidade do passe desse jogador é algo lindo de se admirar. Cercado por três marcadores, com apenas um toque, ele deixa o companheiro na cara do gol - que o hermano perdeu, mas não importa. Vale a pena ver a genialidade de Riquelme com a bola, a afinidade com que os dois se tratam. Ele fala com os pés e ela obedece, caprichosa!

Há quem diga - e não são poucos - que Cristiano Ronaldo, o atacante - mascarado - português, seja o melhor jogador do mundo. Da temporada européia pode até ser - desde que se descontem as finais que ele disputa. Mas, na humilde opinião desta colunista, hoje, o melhor jogador do mundo é o dono da camisa 10 da Argentina, Juan Román Riquelme.

Sobre a seleção brasileira?
*espírito Copélia baixando*
Prefiro não comentar!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Quero ser Miriam Leitão. Por Sylvia Ruth.

Entrevista com tio Habermas. (acredite ele ainda não morreu)

Jürgen Habermas, filósofo, sociólogo e alemão, aliado à Escola de Frankfurt. O Oceano Atlântico e o idioma não impediram o JI de realizar uma reveladora entrevista com esse pesquisador que nos ensinou sobre as coisas da vida.

JI: Sobre o baile funk. Aqueles corpos se movimentando provocativamente ao som daquela música repetitiva, o que representam?
H: “A decadência identifica-se abertamente com a barbárie, reconhece-se naquilo que é selvagem e primitivo”.

JI: E a distorção da atual moda emo, que se espalha por nossa juventude impiedosamente. Como entender esse movimento que nega a si próprio?
H: “Tal [negação a si próprio] é o motivo oculto dos melhores poetas da modernidade”.

JI: Mas, dada a má qualidade, o emo seria a exceção que justifica a regra?
H: “É verdade...”

JI: E como entender que a legging tenha voltado com tanta força? A gente sabe o que fica bonito por cima, mas o que está por de trás dela?
H: “A moda sabe farejar aquilo que é atual mesmo quando evolui nas florestas do passado”.

JI: Uau... Mas, o senhor deve saber sobre a igreja Tabernáculo Vitória. Como o senhor percebe esse movimento?
H: “Renovação religiosa (...) que fornece aos indivíduos certezas existenciais”.

JI: Sobre a novela das oito, Duas Caras, da onde vem tanta frieza para o Dalton Vigh ter passado a mocinha para trás daquele jeito?
H: “Empobrecimento do mundo vivido, cujas tradições, isto é a substância, são desvalorizadas”.

* Respostas livremente extraídas do discurso “A modernidade: um projeto inacabado”, de Jüngen Habermas, datado de 1987.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Suicídio.

Aos meus leitores,

Todas as postagens, todas as visitas tudo cessou. Cobriram-me de carinhos e afagos durante 1 ano e me abandonaram. Todos eles...todos! os 7! me deixaram...não tenho mais seus comentários nem seus textos perspicazes.
Até pouco tempo achava que o problema era a falta de tempo, eles tem outros afazeres, faculdade, estágio, família...
Eu relevava afinal não queria bancar o blog carente.Mas outro dia perdido nas conexões infinitas dos meus dados virtuais encontrei alguns posts, e surpresa!
Acreditem se quizer fui traído!!!, isso mesmo T-R-A-Í-D-O!!! me apunhalaram, isso mesmo todos eles, os meus sete colunistas estão escrevendo por aí em outros blogs.
Pensei em fazer um escândalo e acabar com os amantes que eles arranjaram.Mas não não vou fazer isso. Quer saber? vou acabar com minha vida...vou sim...Vou me auto deletar, cortar minhas conexões, deixar jorrar meus de bits, meus posts vão se espatifar na grande rede e eles nunca mais ouvirão falar de mim.
Vou deixá-los em paz, não precisarão mais se lembrar de mim.E como diria Adriana calcanhoto: "rasgue as minhas cartas e... não me procure mais..."

Jornalismo Incompetente, seu eterno Jota-i.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Inparcial por Rafael Arcanjo Jr.


vende-se!




Menina morta.
Madrasta perversa.
Pai assassino.
Investigação policial.
Certificado de detetive via imprensa.
Esses são alguns "produtos" que você, caro leitor, pode comprar.

Basta acessar a internet, ligar a Tv ou o Rádio ou dar uma lida em quarquer jornal brasileiro das últimas 2 semanas.Trata-se de uma linha exclusiva que vai deixar você muito mais IN em todas as rodinhas de amigos que frequenta.Todos vão querer saber sobre aquilo que você sabe sobre o caso da menina arremessada da janaela de um apartamento em São Paulo, não importa o quanto sua cidade é distante ou sua não ligação com a família, você tem que saber.

E fique atento toda informação é importante, desde a cor da calcinha da madrasta até a quantidade de sangue derramado nas agressões à menina antes da queda.

Se os suspeitos são culpados ou não, não importa! o que vale é você, caro leitor, estar sempre a frente e dar as novas, ou melhor as novissimas para os seus amigos. E ande logo os "produtos" estão se esgotando, quando o estque chegar ao fim não adianta reclamar.

Segue uma lista de sites onde você encontra as informações mais frescas e links diretos pra você comprar os prdutos mais quentes da grife Nardoni.



Ta achando cruel?

Simples, é só parar de ler.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Inparcial por Rafael Arcanjo Jr.

Promessa

Estreou nessa sexta feira no Brasil filme de Anthony Anthony.
"Um sonho dentro de um sonho"( título em português) é mais um filme que foge do óbvio, com montagem e roteiros bem elaborados trabalha com a mesma lógica de quebra cabeças que fez sucesso em filmes como 21 gramas e amnésia.
Eu ainda não assisti, mas e você o que está esperando?

Veja mais em :

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL397046-7086,00-CRITICA+UM+SONHO+DENTRO+DE+UM+SONHO+NAO+E+FACIL+MAS+COMPENSA.html

terça-feira, 15 de abril de 2008

Inparcial por Rafael Arcanjo Jr.


Santinho!
É assim que a ministra Dilma Roussef costuma chamar seus "queridos" funcionários, quando são pegos fazendo alguma trapalhada lá nos corredores do ministério da casa civil.
Isso acontece corriqueiramente, não precisa ser uma grande trapalhada.Coitada da Erenice Guerra.



domingo, 6 de abril de 2008

Pos Gradução

O Departamento de Comunicação Social da Ufes está divulgando o curso de Pós em Linguagens Audiovisuais e Multimídia. O público alvo são os graduados nos cursos de Comunicação Social e Artes e profissionais da área audiovisual e visual (cinema, vídeo, televisão, multimídia e fotografia), desde que possuam diploma de graduação.
As inscrições serão feitas de 16 a 25 de abril e os interessados podem obter mais informações no Blog http://poscomufes.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de março de 2008

Ave Franklin! Por BruneLLa França.



2008: O Ano Internacional do Planeta!!!
2008 foi decretado o Ano Internacional do Planeta Terra pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) e pela União Internacional das Ciências Geológicas ainda em 2006. A iniciativa conta com o apoio de 193 países, entre eles o Brasil.

Mas por que 2008? Antes que alguns mais esotéricos comecem a analisar conjunturas de astros, procurar ajuda nos números e ler cartas, já aviso que a escolha da data nada tem a ver com isso. O motivo é mais comemorativo.

Há 50 anos, em 1968, aconteceu o Ano Geofísico Internacional, quando cientistas começaram alguns estudos para entender melhor o nosso planeta. Para celebrar meio século de pesquisa, eles se organizaram novamente e elegeram este ano como o Ano Internacional do Planeta Terra. Ou o ano de tentarmos fazer alguma coisa boa por nossa “casa”.

O objetivo da comemoração é demonstrar o potencial das ciências na construção de uma sociedade mais sustentável. Para isso, um grupo de 23 cientistas de todo o mundo escolheu os 10 tópicos a serem trabalhados. São eles: águas subterrâneas; desastres naturais; terra e saúde; clima; recursos naturais e energia; megacidades; núcleo e crosta terrestre; oceanos; solos; terra e vida.

A idéia é conhecer melhor o mundo que nos cerca para vivermos de maneira mais sustentável. Nesse aspecto, os geocientistas já estão fazendo a parte deles para garantir um futuro melhor. E você, o que vai fazer pelo planeta em 2008? Se não tem idéia de por onde começar, no stress! Aqui vão algumas dicas bem fáceis para repensarmos nossa relação com o planeta onde vivemos.

Em casa
Atenção com o gasto de água. Ela até cai do céu, mas é um recurso esgotável e raro em muitos lugares do mundo. Se, em apenas cinco minutos, você escovar os dentes com a torneira escancarada, 12 litros de água potável serão desperdiçados.

Evite a torneira elétrica nos dias quentes. Aliás, para que esquentar a água da pia se vivemos num país tropical? Pense nisso. O consumo cada vez maior de energia elétrica requer a construção de mais usinas hidrelétricas e mais florestas vão desaparecer para dar lugar a elas. O simples gesto de desligar as luzes dos ambientes, quando estiverem vazios, pode ajudar a evitar isso.

Leve o campo para dentro de sua casa em plena cidade grande: cultive uma pequena horta em vasos ou mesmo num cantinho do quintal. Além da higiene mental, você colherá ervas, condimentos e hortaliças frescas diretamente da terra.

Um dos grandes problemas da poluição dos mananciais vem de um hábito difícil de mudar: jogar o óleo de fritura usado no encanamento. Um litro de óleo pode contaminar até um milhão de litros de água. Separe o óleo em garrafas PET para doá-lo a ONGs que fazem biodiesel e sabão com ele.

E sabe aqueles aparelhos que ficam em stand by (apenas esperando serem ligados por controle remoto)? Pois é, esse modo é responsável por 75% da energia consumida pelos aparelhos. Puxe a tomada de todos eles quando não estiverem em uso e tenha certeza: o valor de sua conta de luz vai cair bastante.

Hora de planejar a sua cozinha. Mude sua geladeira e seu freezer de lugar. Ao colocá-los próximos do fogão ou áreas onde bate sol, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Aproveite para avaliar com seus botões: será que você precisa mesmo de um freezer?

Uma idéia luminosa é trocar as lâmpadas incandescentes do banheiro, da cozinha, da lavanderia ou da garagem pelas fluorescentes. O motivo é para lá de convincente: elas duram até 10 vezes mais, são mais eficientes e economizam 65% de energia elétrica.

Para quem usa muito o computador, desabilite aquele screen saver cheio de efeitos especiais. O monitor ligado, mesmo com aquele descanso de tela bacana, é responsável por até 80% do consumo do computador. Configure sua máquina para o modo de economia de energia. Assim, ele vai desligar automaticamente toda vez que você se ausentar.


sábado, 1 de março de 2008

A Venenosa por Simone Azevedo

O amante

Sempre tomamos o café da manhã juntos. Fazemos isso há três anos desde o primeiro dia de casados. É nesse momento de companheirismo que tecemos planos para o dia e dividimos nossas angústias de uma vida simples. Mas naquele dia ela não quis conversar. Pegou a bolsa e mal engoliu o pedaço de pão antes de bater a porta ao sair. Atordoado, pensei que eu fosse o culpado por alguma coisa que a tivesse chateado. Passei o dia me torturando e querendo pedir desculpas seja lá pelo que tenha sido. Sai mais cedo do trabalho e preparei um delicioso jantar para esperá-la. Eu tinha medo de ser rejeitado outra vez, mas decidi que tentaria de tudo. Quando ela chegou se jogou nos meus braços dizendo que me amava e que era a mulher mais feliz do mundo. Havia uma felicidade diferente. Ela tinha um brilho no olhar que eu nunca tinha visto antes. A noite foi tão tranqüila como todas as outras. Ela não estava chateda comigo. Tudo não passou de um grande mal entendido...
No dia seguinte, para minha decepção, a mesma coisa aconteceu. Apressada, ela saiu sem ao menos me dar um beijo de despedida. Tudo o que eu recebi foi um até logo seco e distante. Se não era comigo, então só poderia ser um problema no trabalho. Dessa vez não consegui esperar até a noite. Liguei para seu trabalho e perguntei se havia alguma coisa a chateando ou preocupando. Mas ela estava bem. Tudo estava bem. Foi aí que me desesperei. Se o trabalho não era a causa da indiferença dela, só poderia ser outro homem. Minha mulher tem um amante!
Embriagado pelo ciúme, decidi segui-la. Na manhã seguinte ela saiu mais apressada do que antes. Tomou um gole de café rapidamente e saiu batendo a porta. Eu estava disposto a matar o homem que a estava roubando de mim. Por um segundo me vi cometendo um crime com requintes de crueldade. E me senti potente, poderoso, infeliz...Fui atrás dela me esgueirando sorrateiro pelas ruas. Humilhado, rejeitado, indignado. Eu estava cego de ódio. Tudo o que eu enxergava era a minha mulher apressada e ansiosa para encontrar seu amante. E os dois traidores fariam juras de amor e ririam do corno aqui. Entre lágrimas, a vi parar em uma banca de revistas. Era uma banca nova no bairro que costuma abrir mais cedo do que as outras. Ela falou rapidamente com um rapaz. Seria ele seu amante? Continuei espiando, cada vez mais nervoso. O rapaz era jovem, muito jovem. Era um garoto. Talvez o amante fosse o pai dele. O menino lhe entregou alguma coisa que eu não consegui identificar. Talvez uma carta de amor ou uma proposta de fuga dos amantes. Era um chumaço grande, colorido e cheio de páginas. Ela retirou alguma coisa da bolsa e entregou de volta ao moleque. Era pequena e metálica. Confuso, fiquei olhando ela se afastar absorta em sua leitura. Corri atrás dela para desmascará-la. Eu precisava tirar essa história a limpo de uma vez por todas. Quando me viu, ela abriu um sorriso enorme e cínico de quem finge que nada está acontecendo. E com o mesmo brilho no olhar da noite retrasada, mostrou-me o chumaço em suas mãos. Era um jornal.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Quero Ser Miriam Leitão, por Sylvia Ruth

Beatles ou Rolling Stones?

A corrida eleitoral nos Estados Unidos esquenta. Aliás, ela já está quente há muito tempo, agora as cartas já estão quase todas na mesa. Não muito para o lado Republicano, esse aí tem candidatos sem carisma, que carregam o peso da péssima Era Bush Filho, e parecem estar sem saber até que ponto podem criticar sem jogar completamente no limbo a gestão presidencial do próprio partido.

McCam parecia o primeiro da lista. Mas essa história de lobista-amante, amante-lobista, pegaria mal para qualquer republicano que se preze, ainda mais para um potencial candidato à Presidência da República.

Mas, vamos para o lado mais quente das prévias.

Para se ter noção da amplitude e das implicações que a potencial eleição de Hillary e Obama representam no país, e do que a eleição de um ou de outro pode significar para a história da humanidade (mesmo), é bom citar o que disse a colunista do pró-Obama New York Times, Maureen Dowd:

“Não estamos só na eleição mais vertiginosa de nossas vidas, mas em outro seminário nacional sobre raça e gênero que está nos mostrando quem somos enquanto decidimos o que queremos ser”, disse a mulher mais lida do NYT que já tem um Pulitzer na estante.

Hillary e Barack são carismáticos, têm estilo, um público fiel e, numa certa medida, semelhante, e demonstram ter altíssima capacidade para serem presidentes da nação mais poderosa do mundo. Agora a conversa cai naquela história de sempre que a gente vê na tevê e lê nos jornais. Então vamos mudar de assunto.

A imprensa norte-americana, como disse um jornalista que mora em Washington, parece ter má vontade com a candidatura de Hillary, que por mais que não queira, está atrelada à imagem do seu marido Bill e é mais velha que Barack. Já Obama é sangue novo, é jovem, e é negro, e por tudo isso desperta uma coisa do tipo: “se for para mudar de vez, que seja para mudar mesmo”.

É fácil notar essa “má vontade” nas notícias que a Reuters joga no site do MSN. De umas três ou quatro notícias que eu li sobre a disputa entre os dois presidentes, todas elas davam uma alfinetada em Hillary, ora por causa das propagandas contra Obama, algumas que sequer seriam de autoria da turma de Hillary ora contra a tecnocracia da candidata.


Nuca na história desde país

A dívida externa brasileira chegou ao fim. E, desta vez, Lula pode estufar o peito, limpar a garganta, e dizer com toda pompa e cerimônia: “nunca na história deste país”, nós tivemos uma reserva de dólares maior do que a dívida. A novidade chegou tão surpreendentemente aos ouvidos dos mais bem informados da nação, que até mesmo a tevê parece ter feito pouco caso do acontecido. Mas não se iludam, a dívida interna permanece.


Antes que você se vá

Prepare seu coração, a reforma tributária está para nascer. Creia, ela está para nascer. Espero que, deixando a onda atual, a criança não seja abortada.