sábado, 12 de maio de 2007

A Venenosa por Simone Azevedo

Noite fria de sábado. Meu computador como única companhia aceitável. Não se intromete na minha vida, não reclama do comprimento da minha saia nem do tamanho do meu decote. Não tem crises ridículas de ciúme e não me dá o bolo quando eu mais preciso dele (embora quebre nos momentos mais errados). Meus dedos sobre suas teclas insistem em escrever quilométricos textos melosos e ultra-românticos. Talvez seja o frio, ou a TPM. Não sei. Só sei que a lucidez não me abandonou ainda. Por isso não vou obrigar meu leitores a compartilharem desse melodrama que representa a minha vida nos últimos 21 anos. Nesse rompante altruísta, serei mais uma vez oportunista e postarei outro trabalho da disciplina de Teorias e práticas jornalísticas para meios impressos. O mais engraçado é que esse é um meio eletrônico.
Enfim, a matéria que dessa vez não foi idéia do editor chefe Rafael Arcanjo, mas sim da professora da disciplina acima citada, Yasmine Rofmann.

Jornalismo impresso perde terreno na era da Internet
O crescimento do número de publicações digitais, acompanhado do desenvolvimento da Internet e sua popularização em larga escala, provocou uma revolução no processo produtivo da informação jornalística. Neste atual cenário de grandes transformações e de predomínio da mídia eletrônica, o futuro do jornalismo impresso não parece promissor. “A Internet se mostra um meio mais rápido e fácil de obter informação”, diz a repórter econômica da Gazeta, Denise Zandonadi, em palestra a estudantes do segundo período de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, na última segunda-feira, 7 de maio.
A jornalista ressaltou a importância da preservação e do constante aperfeiçoamento dos valores permanentes do jornalismo impresso: originalidade, texto interpretativo e analítico, situando o fato dentro de um contexto mais amplo, com pesquisa e opinião. “Para qualquer veículo que o repórter trabalhe, seja de jornalismo impresso, televisivo ou rádio, o mais importante é ter um bom texto. Capacidade de escrever bem é o que será mais importante nessa nova fase do jornalismo”, afirma.
O advento do computador acabou eliminando sumariamente um número considerável de empregos nas empresas jornalísticas. Nas clássicas redações havia uma espécie de ritual em que a diagramação desempenhava um papel, além de estético, absolutamente essencial e especifico. Isso também mudou. Aos poucos, um único diagramador passou a servir a vários editores. Numa segunda etapa, o próprio editor foi se tornando diagramador. O repórter foi se tornando seu próprio revisor, resultando do desaparecimento da figura do copidesque. Leitores mais atentos observam os resultados, na maioria das vezes, nada apreciáveis, de todas essas alterações: falhas grosseiras de digitação, erros absurdos de gramática e concordância, diagramações sem criatividade, etc. . Mas, pelo que afirma Denise, tudo isto é absolutamente irreversível. “Os custos de produção e distribuição são reduzidos na Internet. A Internet é um veículo que não precisa da injeção de capital dos anunciantes para sobreviver nem gasta papel”, conclui.

7 comentários:

Anônimo disse...

O texto esta lúcido e realista,vc conclui corretamente ao dizer que os custos interferem na produtividade e na copetencia do que é feito etc e tal,mas em uma noite fria de sábado o seu pc ser a única compania aceitável,fala sério,essa ñ é a "venenosa" que eu conheço.

Anônimo disse...

Se fosse uma barra de chocolate até que eu entendia pois ele faz........................................e ajuda na falta de...................mas um PC!?

Simone Azevedo disse...

Ai, ai, essas pessoas que não mostram a cara...

•.¸¸.ஐJenny Shecter disse...

Cadê a Venenosa?????????
o.O
O q fizeram com Simone??????????

Ao texto: simplesmente perfeito! Realista, sério, profissional!
Fã de Simone!!!

Rafael Arcanjo Jr. disse...

simone revele para nossos leitores quem é esse anonimo!já estou curioso!

Simone Azevedo disse...

Não posso revelar. hauhauhauahuah

Simone Azevedo disse...

Brunella, obrigada!