domingo, 20 de maio de 2007

Ave Franklin! Por BruneLLa Wyvern.

Com saudades de falar sobre geopolítica... E esse é um assunto que o Homer não gosta muito... Mas isso não importa! Vamos ao texto!


Desenvolvimento humano: a alternativa para um mundo melhor.

Neste início do século XXI, vivemos em uma nova ordem geopolítica, considerada multipolar, na qual se destacam uma nova fase no processo de globalização e a revolução tecnocientífica. Esta multipolaridade não significa, porém, que os países estejam todos num mesmo patamar. Aliás, após o fim da bipolaridade global, as disparidades que sempre existiram entre países díspares se acentuaram.

Isso ocorreu, primeiramente, com a tensão produzida pela Guerra Fria, pois as atenções se voltavam para a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial entre as duas potências da época. Tal fato escondia os problemas das desigualdades internacionais. A oposição Leste-Oeste obscurecia a oposição Norte-Sul, haja vista os países periféricos serem focados apenas como área de influência a ser dominada. Após a crise do então Segundo Mundo e o término da Guerra Fria, os problemas sócio-político-econômicos dos estados periféricos ficaram notórios e se tornaram assuntos recorrentes nas discussões internacionais, embora pouco tenha sido feito para superá-los.

Além disso, a atual fase da globalização e a nova revolução tecnológica (concentrada nos países membros do G-7) aumentam as diferenças entre as nações ricas e pobres, salvo algumas exceções. Se por um lado alguns países vivem na realidade deste século, com tecnologia avançada e elevados padrões de vida e de consumo, por outro, muitos países permanecem numa realidade similar à do século XIX, com tecnologia superada, como as carroças de boi, principal meio de transporte e de carga em nações da África e da Ásia. Somam-se a isso a pobreza absoluta de amplas camadas da população e os sérios problemas estruturais nos serviços básicos. É triste verificar que, enquanto em algumas localidades do globo a expectativa de vida já ultrapassa os 80 anos, em outras ela ainda está na casa dos 37.

Há de se observar ainda o grupo dos países intermediários com alguns setores desenvolvidos e outros bastante atrasados. Nessas economias predominam as empresas privadas e a sociedade urbana se divide basicamente em duas classes: a burguesia, composta pelos donos dos meios de produção, vivendo dos lucros de suas propriedades, e o proletariado, os que vivem de seu trabalho, pago sob a forma de salários achatados e não-condizentes às necessidades dos cidadãos. No meio rural, mudam-se as designações das classes, mas a exploração é semelhante.

Vale afirmar que os Estados pertencentes à periferia se caracterizam por intensa dependência econômico-tecnológica com relações comerciais desfavoráveis; vultosas dívidas externas; expressivo número de transnacionais em seus territórios, provocando forte descapitalização, pois boa parcela dos lucros é remetida às matrizes estrangeiras; raras criações em tecnologia e imanente reprodução de técnicas e padrões criados no exterior. Essa dependência é agravada pelo fato de os investimentos em educação e pesquisa serem precários nos países pobres, determinando uma mão-de-obra desqualificada e a carência de novas idéias e técnicas apropriadas a suas realidades.

Há de se ressaltar, ainda, as profundas desigualdades sociais. A classe pobre é “sub-todasascoisas” da elite. Nos países subdesenvolvidos, os ricos são mais ricos e os pobres são muito mais pobres que nos países desenvolvidos. No Japão ou na Holanda, por exemplo, os 10% mais ricos da população possuem cerca de 22% da renda nacional, na Turquia os 10% mais ricos possuem 42% e, no Brasil, mais de 50% da renda. E, inversamente, enquanto os 60% mais pobres do Japão ou da Holanda detêm cerca de 35% da renda nacional, na Turquia eles possuem cerca de 18% da renda e no Brasil apenas 16%, aproximadamente.

Analisando a relação Centro-Periferia, vemos esses dois grupos formando um único sistema internacional: o capitalista. E foi o modo de produção capitalista que, ao longo da história, engendrou as grandes desigualdades sócio-técnico-econômicas existentes hoje. A divisão internacional do trabalho, que estabelece as relações entre nações, sempre foi marcada pelas mudanças ocorridas no mecanismo do sistema capitalista. A fronteira que opõe Estados ricos e pobres, portanto, é produto das políticas coloniais mercantilista e imperialista, e se tem aprofundado atualmente. Tal fronteira também é responsável pelas migrações internacionais, constituídas de grandes contingentes humanos das nações subdesenvolvidas, ingressando, legal ou clandestinamente, nas nações desenvolvidas em busca de melhores oportunidades de vida. Assim sendo, se as relações internacionais permanecerem essas, com nações monopolizando o conhecimento e os benefícios do processo de mundialização, a tendência é que o abismo existente entre os países se aprofunde cada vez mais.

Lutar contra a ordem econômica capitalista, consumista e excludente que aí está é uma tarefa árdua. Para isso, algumas providências são necessárias. Uma delas é traçar uma estratégia global visando ao desenvolvimento. Isto requer discutir novos gerenciamentos da educação, a saúde, economia, segurança pública... e todas as questões relacionadas à esfera social. Afinal, é preciso equilibrar e integrar crescimento econômico e justiça social. Esse é o grande desafio de hoje.



Desafio:

Alguém se arrisca a uma proposta de solução???

Se você achar que sabe como resolver este pequeno impasse, dê uma resposta para nós!!!

Aguardando...



Uma nota:

Romário fez o seu bendito - para não dizer outra coisa - milésimo gol!

Depois de todo estardalhaço que ele já teve, uma nota está bom demais para dar essa informação.

Contra quem foi o gol? Sport Recife, pela segunda rodada do Brasileirão.

Qual o placar do jogo? 3 X 1 para o Vasco - sim, milagres acontecem!

Onde? São Januário, Rio de Janeiro.

Quando? Domingo, 20 de maio de 2007, aos dois minutos do segundo tempo.

Como? De pênalti.

Fim da novela???????

Não me surpreenderia se isso virasse novela da Globo...



6 comentários:

Suzana disse...

Bru,
parabéns mais uma vez pela excelência da reportagem.
Apesar de todos conhecermos as causas da desigualdade social, parece que estamos empacados por uma sucessão de governos inoperantes.
Uma coisa eu sei: o problema não é de ordem jurídica, pois temos uma Constituição Federal que fundamenta um Estado Democrático de Direito, e que adota políticas de Estado Social, bloqueando o frio capitalismo de mercado por si só.
Será tão difícil assim respeitar a Norma Máxima do país?

Suzana disse...

Ah sim, finalmente mesmo o Romário fez o milésimo gol! Será que ele vai me deixar em paz agora? Na vedade, logo deve aparecer um sucessor...

BruneLLa França disse...

Su,
Tenho certeza que no dia em que conseguirmos fazer umprir a Carta Magna que rege este país, mudanças estruturais necessárias serão alcançadas. Será possível acreditar num presente melhor para todos os brasleiros.
Mas, como vamos exigir o respeito à Constituição se nem mesmo aqueles que deveriam fazê-la valer a respeitam?
Casos e mais casos envolvendo os três poderes não são novidade a ninguém. E continua reinando a impunidade...

Lilia disse...

Para se fazer uma grande mudança, especialmente no caso brsileiro, se faz necessário, a priori, mudar toda a estrutura política viciada que domina essa nação. A exclusão social tem início dentro do proprio Congresso Nacional, quando parlamentares, sem nenhum pudor aumenta seus próprios salário cujos benefícios, como exemplo pra combustíveis, são superiores a renda salarial de mais de 79% da população brasileira.

BruneLLa França disse...

Tia Lilia comentando meu humilde texto*-*
*emocionada*

Os nossos parlamentares são nossos representantes, trabalham segundo os interesses daqueles que neles votaram!
E Papai Noel existe!
E o Coelhinho da Páscoa põe ovos de chocolate!
vocês já entenderam...

Simone Azevedo disse...

Quero ganhar um carro de presente do Papai Noel neste Natal.
Na próxima páscoa quero ovos Mundi do coelhinho.
E um dia quero exercer plenamente a minah cidadania. quero deixar de ser uma subcidadã.
Acho que vou aproveitar e pedir isso a Papai Noel...