segunda-feira, 28 de maio de 2007

O que irrita Jaqueline.Por Jaqueline Mainardi

Cotas já!
''....Eu voltei agora pra ficar por que aqui, aqui é o meu lugar...''

O termo exclusão é o que mais fielmente caracteriza a situação do negro no Brasil. Após mais de um século de libertação os negros continuam lutando pela liberdade e cidadania. Verifica-se em escala mundial a concentração de renda e poder nas mãos de uma elite majoritariamente branca.
Segundo dados do IBGE, no Brasil verifica-se que as taxas de analfabetismo tiveram uma redução em todos os grupos de cor, entretanto entre negros e pardos esse índice é 3 vezes maior se comparado à população branca
A adoção de cotas para alunos negros nas universidades públicas pode compor um conjunto de medidas práticas, efetivas e imediatas que apontem para o fim das desigualdades raciais na sociedade brasileira.
Uma das maiores universidades públicas do Brasil, a Uerj, destinou 40% de suas vagas para alunos negros e pardos, o que gerou grande polêmica e reacendeu as discussões sobre o tema, alguns com argumentos a favor e outros contra.
Os argumentos contrários à política de cotas se pautam em elementos que não tem base de sustentação. O primeiro se baseia no fato que de no lugar da adoção do sistema de cotas dever-se-ia melhorar a qualidade do ensino publico e fundamental ocorrendo uma equiparação do saber. Outro argumento comumente utilizado relaciona a desigualdade de ingresso na universidade a questões de caráter econômico, ou seja, a entrada do aluno estaria pautada no poder aquisitivo relacionado ao dinheiro gasto em escolas particulares as quais o ensino é superior ao das escolas públicas.
De fato, é imprescindível a melhoria no ensino público do Brasil, porém esse é um discurso antigo, aguarda-se a melhoria, ao passo que a exclusão permanece e o negro continua à margem da sociedade. A exclusão do negro das universidades é uma realidade inquestionável e a população não pode ficar esperando passivamente algo acontecer.
Em relação ao argumento que trata da desigualdade social podemos constatar que o pobre não consegue, ou melhor dizendo, possui menores chances de entrar nas universidades públicas, entretanto mesmo entre os pobres, o número de negros está 47% acima dos brancos, existem mais pessoas miseráveis negras que brancas, e entre estas os negros são os de menor salário e poder aquisitivo, a remuneração para um mesmo cargo é distinto entre eles.A maior parte dos alunos oriundos de escolas públicas que conseguem ingressar nas universidades públicas são brancos, mesmo entre aqueles que conseguem vencer a diferença, os negros são minoria.
A questão do negro na universidade pressupõe a simples compreensão da desigualdade social fixada entre pobres e ricos, a partir dessas discussões nascerão soluções para questões que hoje se mostram quase sem solução.

Um comentário:

BruneLLa França disse...

JAQUELINEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!
*emocionadíssima*
JAQUELINE MAINARDI ESTÁ DE VOLTA!
A IRRITAÇÃO MAIS PRODUTIVA QUE CONHEÇO!
A JAQUE, COMO VOCÊ NOS FEZ FALTA!*.*
É MUITO BOM ENCONTRAR SEUS TEXTOS IRRITADOS DE NOVO!
É MUITO BOM ENCONTRAR O SARCASMO, A IRONIA, A MARRA DE JAQUELINE!!!
FIQUE CONOSCO, JAQUELINE!
NÃO NOS ABANDONE NOVAMENTE!!!